sábado, 26 de dezembro de 2009

Regendo com garbo e emoção a sinfonia da vida*

Minha avó puxando papo na ceia de Natal: "O ****** agora tá na TV, né? Eu vi o nome dele lá no final do jornal, redator-chefe."

Opa, vó, legal. Vamos aproveitar esse momento de confraternização para falar sobre como meu ex-namorado com quem eu não falo há cinco anos é bem-sucedido!

Assim, na boa, eu fico feliz de coração quando recebo boas notícias desse menino. E dessa eu não sabia, porque não falo com ele e não assisto TV (numa telinha de 14'' e sem TV a cabo, querem que eu veja o quê?). O menino me aguentou por quatro anos, gente, merece um Nobel, merece toda a felicidade do mundo, que foi o que eu desejei no aniversário dele, que foi há alguns dias, e do qual eu lembro porque ainda é a senha de várias coisas nessa minha vidinha de meu Deus.

Aí entre uma garfada de peru e outra que eu me dei conta. Sabe quando vc faz uma coisa e ela parece legal e depois você descobre que foi cagada? Então. O menino tá se dando bem na vida. Eu não falo com ele há anos e de repente mando mensagem de feliz aniversário. Juntem dois e dois, o que ele está pensando? Que eu sou uma interesseira sem vergonha.

Juro que pensei em escrever um e-mail: "Querido ******, o parabéns que mandei no seu aniversário foi sincero e não interesseiro, tá? Eu não quero trabalhar na TV. Beijos." Mas acho que já me dei mal o suficiente tentando ser bacaninha, então deixa pra lá.

Depois disso, dormi e sonhei que a Patrícia, do Te amo, porra, estava me odiando e tinha escrito um post falando sobre como meu sobrenome era ridículo.

Eu costumava amar o Natal, sabe?

* Título de uma das matérias da nova edição da Caras, que por algum motivo misterioso estou recebendo aqui em casa. Pelo amor de deus, 2009 tem que acabar de uma vez.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Workaholic Princess

Você vai ao cinema assistir A Princesa e o Sapo psicologicamente preparada para:

1. Crianças gritando, chorando, andando e atrapalhando o filme.
2. Raj Molhado dublando o príncipe.

Chegando lá, você:

1. Encontra crianças fofas e agradáveis, que dançam com as músicas do filme (mas sem estardalhaço, apenas a-coisa-mais-fofa-do-mundo - ovários explodem). E descobre que quem atrapalha o filme são três babacas de 30 anos que falam o tempo todo e não entendem as piadas. Uma mulher e dois homens, uma loira aguada, um careca que arrota - gente, é um filme pra crianças, sabe? - e um gordo. Três patetas patéticos no cinema.

2. Percebe que Raj é um bom dublador. Fez um príncipe canalha digno. E a voz dele não é reconhecível do tipo BussunShreck ou Chico AnísiUp.

3. Se apaixona pela princesa. Gente, a sequência que ela chega em casa morta de trabalhar, deita pra dormir e toca o despertador é muito story of my life. Uma princesa da Disney que trabalha até morrer, não sabe se divertir e encontra um prínicipe babaca. Toda uma identificação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma fábula.

Eu juro que tento ser boazinha, tolerante, paciente, mas olha a situação.

Você e seus cálegas de firrrma vão almoçar. Está um lindo dia de sol. O lugar é a seis quadras da empresa.

Vocês já chegaram, fizeram seus pedidos, e então chega uma outra pessoa para almoçar no mesmo lugar. Vocês a convidam para sentar junto. A pessoa se senta com vocês e faz o pedido dela.

O pedido de vocês chega logo em seguida, mas ela não quer comer junto com vcs, ela vai esperar as esfihas dela chegarem, porque sei lá, devem ter outro gosto, né? Esfihas especiais.

Todo mundo já terminou de comer, e só então chega o pedido da pessoa. Todos esperam a pessoa comer.

Vocês moram em Curitiba, capital mundial do tempo imprevisível. Uma pessoa da mesa diz: "vai chover, olha aquela nuvem se aproximando."

Passam cinco minutos.

Mais cinco minutos.

A chuva é iminente. Raios, trovões, vento.

Todos estão esperando a pessoa terminar de comer.

A PESSOA ESTÁ COMENDO BATATA FRITA DE GARFO E FACA: ELA CORTA CADA BATATINHA AO MEIO E COLOCA UMA METADE NA BOCA DE CADA VEZ.

A chuva desaba. Vocês não têm como voltar ao trabalho sem se encharcarem.

A pessoa finalmente termina de comer as batatinhas, tira o guarda-chuva de dentro da bolsa e diz: "Ai, pois é, tenho que ir porque ainda vou passar no banco". E pega o caminho contrário do banco, vai na direção da empresa.

Daí eu fico puta e ainda ganho a fama de nervosinha. Essa é minha vida.

Emergency room

Fui parar no hospital porque estava com muita dor no corpo. Aí a Amy Adams ficou limpando meu ouvido na sala de emergência.

Então passou o House e eu fui atrás dele. Ele viu que na sala da Cuddy tinha um papelzinho escrito W, então correu para a sala do Wilson. A Cuddy estava lá, e eles estavam reunidos com vários amigos do House, mas todos fazendo cara feia. Aí o House começou a ter alucinações de que todos aqueles amigos eram, na verdade, suas ex-namoradas.

***

Na semana passada eu fiz a nota fiscal para entregar para a editora para a qual faço frilas, coloquei num envelope e coloquei o envelope na bolsa. Normalmente, eu passo na editora de manhã, antes do trabalho, para deixar a nota, mas naquele dia eu acabei indo direto para o trabalho. Cheguei, abri a bolsa e a nota estava lá. Tudo bem, deixava no dia seguinte.

Só sei que quando cheguei em casa a nota desapareceu. Procurei por todo lugar, durante todo o final de semana, e nada da nota aparecer. Ok, cancelei a nota no bloco, fiz outra e deixei na editora.

Ontem recebi um e-mail.

Bom dia!
Estaremos devolvendo (via correio) a NF nº324 no valor de XXXXXX, referente à XXXXXX, pois além de estar rasurada também estava em duplicidade com a NF nº325.
Favor cancelar a NF nº324.

Eu não lembro de ter entregado a nota.

E não lembro de ter rasurado a nota.


E o pior é que apenas a primeira parte do post é sonho. A história da nota é a mais pura realidade.