segunda-feira, 9 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Quem casa quer lista

Gente, porque é que ninguém me avisou que quem casava fazia várias listas de presentes em várias lojas diferentes - e para várias ocasiões diferentes?

Minha prima mais amada (eu amo muito todas as minhas primas, na verdade, mas a N. era minha companheira de Disneyzices, então ela é especial) vai se casar, e aí eu me esmerei escolhendo os presentes da lista. Comprei o que tinha de mais lindo, sem ver preço, como se estivesse comprando pra minha própria casa. Foi uma facada, mas ela amou, então fiquei feliz.

Então, ok, né?, pensei comigo. Já comprei o vestido, as passagens, os presentes. Agora é só relaxar e esperar a festa!

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Só que não. Porque aí me avisaram que aquela lista era a do chá-de-panela. Que a do casamento era outra!

MEGAFAIL.

Aí eu só penso o seguinte: preguiça. Se eu estou achando um porre ter que procurar e comprar presentes em duas listas, imagina a minha prima e o noivo, que tiveram que fazer várias listas, em várias lojas... sem falar nas milhares de outras firulices que um casamento exige hoje em dia: save the date; coreografia dos noivos; forminhas de docinhos; site do casamento; trash the dress!

Imagina que fortuna gasta só pra dar de comer pros outros, sabendo que, por mais que vc tenha se esforçado litros e investido rios de dinheiro seu, dos seus pais e dos seus sogros, sempre vai ter alguém pra reclamar e achar defeito? (Tipo a prima reclamando da lista de presentes.) Perco o fôlego só de pensar na encheção de saco.

Quer saber? Vou lá escolher uns jogos de taças bem bacanas pra minha prima. Que heroína. Tem mais é que fazer um monte de listas de presentes mesmo - e ganhar tudo que está em todas. Casar é para os fortes.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Rien de rien

Eu não me achava digna de ser tradutora. Talvez por não ter um diploma de cursinho de inglês, ou por ter enveredado por esse caminho de um jeito bem peculiar, eu não achava que tinha direito de assumir a profissão. Porque é fato: tem muita gente que acha que só porque fez uns anos de Cultura Inglesa pode sair por aí traduzindo; o que dizer de mim, então, que não fiz ano nenhum?

Mesmo assim, envergonhada, "nas sombras", segui em frente. O primeiro livro que traduzi, Pérola no Parque, foi publicado em 2005; nesses 7 anos, foram pelo menos 50 livros, fora os trabalhos, os artigos, os resumos e tudo o mais. Eu podia não me assumir tradutora, mas quando vestia a carapuça, vestia mesmo: sempre tratei cada texto com o maior carinho, o maior cuidado.

Ao longo desse tempo vieram a formação em Letras-Inglês, a pós em Tradução, até uma apresentação em congresso da área. Mas nada disso era suficiente para eu aceitar que, olha só, talvez eu pudesse levantar a cabeça quando alguém perguntasse se tinha algum tradutor no recinto. Será que eu já podia sair da classe dos tradutores-bico e virar uma profissional de verdade?

Aí ano passado, depois de uns bons trinta anos (!), saiu concurso para tradutor juramentado no Paraná, e eu achei que valia a pena tentar. Afinal, né? Mal não fazia. Até dicionário comprei, e me debrucei nas atas notariais e nos documentos.

E eu passei. Vi meu nome na lista na sexta-feira, ao final de uma semana muito cansativa, de muito trabalho; foi um bálsamo. E aí eu chorei. Pela primeira vez eu aceitava, finalmente, que fazia parte desse grupo de pessoas que eu admiro tanto; agora eu finalmente me acho digna de ser tradutora. E isso me faz tão feliz!

Para minha sorte, a comemoração foi em grande estilo: em Marselha, regada a champagne (francês, né? dã), trufas negras e lagostas num jantar com a melhor companhia do mundo, meu amado A., que estava com um sorriso enorme de orgulho. De mim.

Não gosto de ficar alardeando minha felicidade por aí (sai, olho-gordo), mas naquela noite, naquelas horas perfeitas, eu estava na França, na beira do mar, com um homem que eu amo muito (e que me ama também), com dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender, consciência tranquila de um trabalho bem-feito e um orgulho de mim mesma que eu não sentia há muito tempo. E eu quero escrever isso aqui para nunca, nunca mais me esquecer daquela sensação. Tão rara, preciosa.

Tô feliz, tá? Me deixem! :)


quinta-feira, 8 de março de 2012

Silence is easy

Galerinha debatendo dia da Mulher aqui no trabalho hoje e eu, muito impávida-colossa, muito Lady Violet de Downton Abbey: "Não ligo pra essas coisas, porque o meu corpo está aqui, mas a minha alma está na aristocracia do século 18 e lá não tinha esse negócio de dia da Mulher".


Até eu sinto vontade de me socar às vezes.

Só que a verdade é bem essa, eu simplesmente não consigo me interessar por esse tipo de debate. Tem uns outros que até me empolgam, tipo cotas e desemprego, mas na grande maioria essas ~polêmicas~ me deixam meio zzz.

Acho que antigamente eu até gostava de ter opiniões. Lembro muito bem de estar sentada no ônibus um dia, voltando da faculdade e pensando que era muito difícil ser adulta e ter que ter opinião sobre tudo. Muito cansativo. Quem lê tanta notícia? Quem ouve Caetano? Mas, estudantezinha de jornalismo, eu achava que tinha que ter opinião formada, que ficar em cima do muro era ruim, era pros fracos. Legal era ter opinião. Mais legal ainda, se ela fosse polêmica - não muito burguesa, claro, mas polêmica.

Também lembro de um cara me dando de dedo no primeiro dia de aula por causa de times de futebol (até nisso eu opinava, djeezus) e de como até hoje ele faz parte do ranking dos mais babacas ever.


Acho que a canseira de opinar e pessoas como o tal futebabaca cheio de dedos acabaram simplesmente me cansando e hoje, ao menor sinal de discussão, eu monto minha cadeira de praia em cima do muro, estico as pernas e fico só olhando. Às vezes grito uns argumentos pra um lado ou pro outro só pra ver o circo pegar fogo, mas a sensação que me agrada mesmo é a de ficar recostada, vendo os bracinhos enfurecidos se agitarem dos dois lados.

(O muro da minha imaginação é bem largo, como vocês devem ter percebido).

De qualquer forma, parabéns pra quem curte! E um Pintinho - nada melhor que um Pintinho pra celebrar o dia da mulher, né?


 Com seu humor inteligente e tal. E por ser escrito por uma mulher. Suas mentezinhas poluídas. Tsc tsc.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

I'm wide awake, it's 5 a.m.


Engraçado: parece que eu criei um bloqueio com esse blog. Passei quase um mês sem entrar, nem lembrava mais qual era o último post, e aí fui ver que era uma reclamação... e fiquei com vergonha. O propósito era não reclamar, não falar mal de ninguém, e se hoje o blog tem uns 200 mil pageviews, é tudo porque eu sou uma pentelha reclamona. Que droga.

Fiquei a fim de fechar, começar outro. Nem tem mais a ver comigo o título, "living alone", já passei de brigadeira (briguenteira?) pra casadinha há quase um ano... Vale a pena?

Aí lembrei das pessoas legais que conheci aqui, e das pessoas que chegaram pela reclamação mas ficaram pelas outras coisas. O blog é meio que nem a minha vida: um passado meio vergonhoso, mas que está aí, né, não dá pra apagar. Por mais que não seja gostosinho olhar para ele, foi o que deu pra fazer, era o que eu tinha pra oferecer naquela hora. Vamos aprender com ele, nos orgulhar do que tem de bom, rir do que tem de ruim e seguir em frente.

Então, o que eu tenho feito da vida, vocês devem se perguntar.

Haha, not.

 Ora, vejam só, trabalhado muito. Como se não bastasse ser jornalista, tradutora e revisora, eu achei que também pegava bem a alcunha de vendedora e abri o Brechozénho, então agora passo boas horas fotografando, descrevendo, postando, embalando e enviando roupas para outras meninas por aí. E ainda mando presentinhos junto e faço frete grátis, além de fazer preços realmente ridículos. Good. Karma.

Mas sigo em frente com as traduções, claro, meus xodós. Tudo vai muito bem na Itaipu - se bem que faz tempo que não aparece nenhuma visita vip como o Coppola para me exibir por aqui (e eu não acompanhei a visita do cara do Chiclete com Banana. Shame.). Não tenho pego frilas de revisão, pelo menos, o que não significa que não esteja revisando relatórios da Diretoria Financeira e livros gostosinhos sobre medidores acústicos Doppler. Um beijo pra você que achava que eu era uma funcionária meio-pública que passava horas batendo papo e coçando...

Algumas outras coisas mudaram, também. Para começar, estou escrevendo esse texto às 5h35; eu, que sempre me gabei de ter como super poder a capacidade de dormir em qualquer lugar, começo a ter insônia. Not cool. Agora, faço atividade física todo dia (hidroginástica e flamenco) e virei a monstra do artesanato e do DIY. E aprendi a controlar minhas emoções e meus pensamentos negativos de um jeito como nunca tinha conseguido antes. Estou muito, muito melhor, e muito orgulhosa de mim por ter chegado até aqui. Com certeza, ter o A. na minha vida faz toda a diferença, e a ajuda da terapeuta também, mas eu não tiro os meus próprios méritos: só eu sei o quanto foi sofrido e doloroso chegar até aqui, e o quanto é trabalhoso enfrentar cada dia, cada adversidade.

One day at a time.

Mas a quem estou tentando enganar? A maior de todas as mudanças é que agora eu acordo CEDO todo SÁBADO, coloco um SHORTS, uma RASTEIRINHA, uma REGATA e um CHÁPÉU e vou para a rua fazer coisas como comprar fio de bordado, ver aquários, passear no Paraguai just for fun ou mesmo ir no Ceasa comprar fruta.

Quando eu contei, minha mãe caiu na gargalhada. Depois, quando finalmente acreditou, ficou séria, quieta. Deve ter achado que eu pirei. Só pra vocês terem noção, há uns dois anos eu não tinha nenhuma rasteirinha, e só tinha um shorts, que já tinha uns cinco anos e que eu só usava na praia. Usar shorts na ~vida real~ era inconcebível pros meus padrões. E agora estamos aí.

Ah, sim. Tem mais uma coisa importante que mudou. Mas essa eu vou deixar outra pessoa contar. Pra quem me conhece pessoalmente ou há bastante tempo... recomendo precaução ao clicar aqui.

Até logo. Prometo!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Querido Submarino

Eu nem ia escrever nada sobre o assunto aqui no blog, porque não quero virar a webdiva dos direitos do consumidor, mas quando eu falei que estava brava com o Submarino não teve uma viva alma que não tenha dito que eu tinha que escrever sobre isso. Mas dessa vez nem é engraçado, já vou avisando, é só mimimi mesmo.

Então, lá vai, a cópia do e-mail que mandei pra todos os e-mails @submarino que consegui imaginar (inclusive presidente, imprensa, assessoria, comercial, etc. etc. Ou seja, toda a empresa já sabe que a louca da Arezzo atacou de novo).


Querido Submarino,

Uma decepção.

Uma sequência de erros, de falta de comunicação, de desinformação. Isso é o que você se tornou.

No dia 17 de outubro pedi 6 DVDs. O número do meu pedido é XXXXXX. Paguei à vista, imediatamente, via transferência bancária, crente de que receberia a encomenda até o dia 28. Que ilusão. Não se pode mais confiar no Submarino.

No dia 21 de outubro, recebo um e-mail: "O pedido XXXXXXX foi enviado para o local solicitado, mas fomos informados que o destinatário mudou de endereço."

Respondo no mesmo dia, explicando que tinha me mudado muito recentemente e solicitando a reentrega em meu novo endereço. Entendo a demora e o problema, o erro foi meu por esquecer de atualizar o endereço, mas acho que é algo que pode ser simplesmente resolvido, não é mesmo?

Pois bem. No dia 22, a resposta: "informamos que a nota fiscal do seu pedido foi emitida e isso nos impossibilita de realizar qualquer alteração. Pedimos que gentilmente que nos informe se deseja o reenvio do pedido, para o mesmo endereço, ou o cancelamento do mesmo e alguma forma de ressarcimento do valor pago."

No dia 24, após falar com os porteiros, que me garantiram que receberiam o pedido, pedi que o mesmo fosse reenviado para o mesmo endereço.

Então, no dia 26, a situação se torna uma bola de neve, e recebo o mesmo e-mail anterior: " informamos que houve insucesso na entrega do  pedido  218422287  por  motivo  de destinatário mudou-se". Impossível, pois o porteiro me garantiu que ninguém aparecera naquele dia, e eu pedi a todos os porteiros que recebessem a encomenda por mim.

Solicitei novamente o reenvio. Nada.

Então, para minha surpresa, no dia 31, recebo um e-mail: "ao solicitar o reenvio do pedido, identificamos que encontra-se temporariamente indisponível DVD Mulan Edição Especial (Duplo) . Vou encaminhar uma solicitação ao setor Serind, para que o mesmo lhe posicione sobre a disponibilidade do item em até 02 dias úteis. "

Como assim? Se a nota fiscal foi emitida e vocês não podiam fazer nenhuma alteração, conforme consta no e-mail do dia 22, como é que agora um dos itens está faltando?

Cansada de toda essa palhaçada, resolvo simplesmente cancelar o pedido. Depois de duas intermináveis ligações (pagas e muito longas, de mais de dez minutos de espera cada uma, diga-se de passagem) para o número de atendimento de vocês, descubro que vocês não podem cancelar o pedido. Como, se estava escrito no e-mail que essa era uma das minhas opções?

Decido ligar para a Transfolha. Qual não é a minha surpresa quando a atendente, Thais, me informa que no dia 29 de outubro um senhor "Ângelo", do Submarino, pediu a devolução do pedido ao Submarino?

Vocês acham que sou idiota? Ignoram os e-mails que escrevo?

Isso tudo é apenas para completar uma comunicação via e-mail que passou por "I. M.", "D. F.", "K. C.", "K. S." e, por fim, com a incompetente C. F. pelo telefone. Por que vocês pedem que entremos em contato com um sistema de atendimento online que não existe? Por que pedem que liguemos para um número que não funciona? Por que colocam no site a informação de que podemos acompanhar o envio pela Transfolha, e na janela abre-se um link quebrado?

É uma pena que vocês tratem os clientes dessa forma. Já adquiri muita coisa pelo Submarino, mas agora não apenas não voltarei mais à loja, como também pretendo informar a todos que conheço da incompetência e dos péssimos serviços de vocês. Se é que é necessário, pois difamar o Submarino já é uma das grandes diversões da Internet, como uma simples busca no Google pode demonstrar.

Não acho que vá adiantar dizer isso de volta, mas:

NÃO QUERO MAIS OS DVDS. QUERO O MEU DINHEIRO DE VOLTA.

Atenciosamente e na espera de uma resposta,


Fabiane

Que deselegante, né, gente. Talvez eu devesse começar a ganhar dinheiro com isso. Envie sua história e transformarei numa carta chorosa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Diário da Disney 1 - Magic Kingdom

Gente, eu sei. Eu ainda não escrevi o post da viagem pra Disney. Mas vocês têm que entender: de certa forma, eu ainda estou na Disney. Minto: a Disney está em mim. Adiposamente, acumulada na minha barriga. Duas semanas de pão branquinho com peanut butter e geleia, doces maravilhosos e cerveja amanteigada não te abandonam tão fácil assim, sabem?

Bom, vamos lá.

Pra começar, caiu a minha cara. Honestamente, eu teria me divertido bem mais se o A. tivesse ido comigo. Que é que eu vou fazer, minha gente, se a companhia do senhorio é simplesmente perfeita? Porque assim, a companhia tem que ser muito boa. Uma companhia meia boca pode estragar a Disney.

Estar sozinha na Disney é legal porque você pega filas mais curtas em alguns brinquedos (fila para single riders) e lugares melhores para ver os shows, porque você se espreme facilmente na multidão. Por outro lado, não tem ninguém pra dar gritinhos com você, pra dar risada das caretas que a gente faz nas montanhas-russas e pra segurar a mão quando a gente vê aqueles fogos de artifício tão lindos.

Dia 1

Gente, meu hotel. Era. Lindo. Hotel de brasileiro pobre, Pop Century Resort, mas a Disney tem a vibe de fazer coisas de pobre serem lindas, sabe? Meu quarto era nos “anos 80” (cada bloco era de uma década), todo decorado com pac-man, e uma piscina gigante que tinha um teclado no chão com as teclas meio “macias”. Cimento macio. Cara, a Disney. Detalhe que eu não levei biquíni, então nem curti a piscina. Imbecil.

Piscina que eu não aproveitei
O prédio

Sr. Cabeça de Batata
Pebolão e telefone do Mickey

(Clica nas fotos que elas aumentam.)

Detalhe que o meu prédio era o mais longe de todos, e o meu quarto ficava no fim do corredor mais distante do último andar - ou seja, eu estava quase caindo pra fora do complexo, mas tudo bem. Pelo menos pegava um wi-fi misterioso. Porque não sei se vocês sabem, mas não tem wi-fi na Disney. Em lugar nenhum.

TAN-DAAAAN.

Bom. Aí no primeiro dia mesmo eu já fui pro Magic Kingdom, porque meu PACÓTCHI incluía cinco dias de parque e eu é que não ia perder nenhum. Fui pro Magic Kingdom só pra ver o Agrabah’s Marketplace e a atração dos tapetes voadores do Aladdin, mas honestamente acho que estou velha demais para curtir uns tapetinhos voando em círculo a 2 km/h e que, de repente, levam uma “cuspida de camelo”. 

Sorriso espontâneo - NOT

Aí eu fui pra fila tirar foto com a Ariel e o Eric. Foi a primeira de uma longa série de filas para tirar fotos com personagens em que eu dividia espaço com criancinhas e mamães. Em alguns momentos, cheguei a ficar com medo que achassem que eu era uma pedófila louca, mas como eu sempre estava lendo algum livro na fila e não olhando pras criancinhas, acho que era só coisa da minha cabeça mesmo.

Imaginem a cena: Disney. Fila para tirar foto com a Ariel. Pessoa de 27 anos, de maria-chiquinha e camiseta da Bela e a Fera lendo The Vines of Desire e segurando um caderninho de autógrafos.

Esqueminhas

Na Disney tem um esqueminha chamado PhotoPass, que eu até que poderia dizer que foi criado para losers solitários como eu, mas não é bem assim, porque na verdade a única pessoa sozinha que eu vi na Disney além de mim era um cara que tinha muita cara de nerd de animação, tipo estudante. Enfim, são fotógrafos profissionais que ficam espalhados pelos parques, em lugares estratégicos, e eles tiram a sua foto e te dão um cartãozinho com um código. Com esse código você pode ver suas fotos em baixíssima definição no site da Disney e também comprá-las em produtos cafonas, como canecas e camisetas. Porém, meu PACÓTCHI incluía um álbum de fotos com as fotos que eu fizesse, então me joguei no Photopass, né (mais sobre isso em outro post).

Ainda bem que me joguei no meu celular também, porque o fotógrafo filho de uma Minnie só tirou foto minha com o Eric e a Ariel fora de foco. Quarenta minutos na fila, e uma foto de lado. Corno.

Alguma dúvida de que o Eric era meio afetado?

As outras fotos foram um pouco melhores. A Rapunzel era extremamente fofa e querida e meiga. Só que baixinha. Todas as princesas eram mais baixinhas do que eu, o que gerou uma série de fotos “Disney Princesses & a Corcunda do Iguaçu”.

Pra que postura

Nesse primeiro dia eu fui em várias atrações, mas nada tipo OOOH. O mais legal mesmo foi que não tinha fila pra nada. Nada. Em meados de 1999, quando fui a primeira vez, tinha pouca fila; dessa vez, juro, não tinha fila nenhuma, uma beleza. Mas também, 35°C todos os dias no coco, se fosse pra ficar em fila EU IA PRAS LOJINHAS. Juro, gente, um calor do inferno.

Por falar em lojinha, eu fiz uma verdadeira maratona atrás de orelhas de Minnie, e queria dizer o seguinte: Querida Disney, eu sempre amei você. Por que vocês não fazem orelhinhas para pessoas adultas que usam óculos? Tive que comprar um chapéu do gato da Alice que basicamente dividia meu papo em dois. Não foi fácil.

Mas de perto o chapéu é lindo, juro

Enfim, voltando, um puta calorão, fui pra Splash Mountain, né? A menina no carrinho junto comigo toda com medo de se molhar, e eu pensando que ela nem deveria ir porque ia se molhar com certeza, mas que, meu Deus, com esse sol da porra, se ela se molhasse ia secar em dois minutos.

Entrei na caverninha, vi os bichinhos, ziparirurá, etc. Quando eu saí da caverninha...

TAVA CAINDO O MUNDO.

Gente, maior temporal ever. Fecharam os brinquedos todos, galera correndo pra dentro das lojinhas pra se proteger. Raios e trovões. A chuva não acabava mais. Achei que fossem achar meu esqueleto enrolado numa capa de plástico do lado dos chaveirinhos do Mickey. A menina que não queria ir na Splash Mountain, né? Coitada. SPLASH VIDA.

Enfim. Lá pelas 18h a chuva acabou e eu decidi voltar pro hotel porque 1. Estava molhada e 2. é claro que no dia que eu fui pra Disney tinha que rolar uma pegadinha de o parque fechar mais cedo por causa de um SHOW GOSPEL. Sem problema, porque no hotel tinha mais diversão e uma lojinha, yay! Corri pra pegar meu copão de refil de refri (fazia parte do PACÓTCHI) e a refeição do dia.

O PACÓTCHI de cinco dias incluía dez refeições e dez “snacks”, e gente, eu recomendo muito essa promoção pra quem quer, como diria o querido Pumba, comer como um porco. (Pumba, você é um porco.) Uma refeição inclui um prato gigante e dois acompanhamentos, e como eu já tinha o copão de refil de bebida, pegava um prato gigante + duas guloseimas, que podiam ser saborosas frutas e saladas bastante saudáveis. Pareciam ser, pelo menos, porque eu só pegava pão com peanut butter, sorvete, pipoca...

Então é isso, pessoal. Se alguém aguentou ler até aqui, prepare-se, porque amanhã tem o dia dois:
Hollywood Studios e a constatação de que TÔ VELHA PRA ESSAS COISAS.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Me, Myself and Mickey

Depois de 15 dias de férias frustradas de inverno, decidi ocupar meus 15 dias de férias restantes com uma glamurosa temporada na Disney. É, pessoal. Tinha sido uma promessa: “Nas minhas primeiras férias na Itaipu, vou pra Disney”.

O detalhe é que, apesar de não viver mais alone (sugestões para novo título de blog?), essa viagem eu vou fazer sozinha. Por uma série de motivos, o A. não vai comigo. Claro que vou sentir saudade dele, e claro que tudo seria muito mais legal com ele, até porque ele aceita minhas pimponices e é a melhor companhia do mundo, mas ele não pode ir mesmo, e não acho que seria justo abrir mão da primeira vez desde 2001 em que consigo reunir o combo tempo+dinheiro+visto americano (tirado em Assunção em uma semana, viu, embaixada em Sampa?) para tirar férias decentes. Afinal, ele esteve na Filadélfia no ano passado. E eu nem pra praia fui.

No final das contas, gente, ele vai pra Fernando de Noronha por conta da empresa enquanto eu estiver lá, então não é como se ele estivesse ficando para trás, né?

Ok, mas o que eu queria falar é sobre o pre-con-cei-to das pessoas com quem viaja sozinha. Tipo, nooossa, mas você vai pra Disney sozinha? Que dó!

Gente. Até entendo que algumas pessoas sejam tão entediantes que não suportam a própria companhia e têm que viver em bando o tempo todo, mas a Disney é o autoproclamado lugar mais feliz do mundo. E quem me conhece sabe que eu curto muito uma Disney vibe. Como assim, ter pena porque estou indo sozinha?

Viajar sozinho é bacana porque permite que você veja as coisas que te interessam e que as outras pessoas não são a fim. Na boa, nem o A. teria paciência de ficar duas horas dentro da lojinha do Aladdin (coisa que pretendo fazer) ou percorrendo a Disney atrás da Rapunzel pra tirar uma fotinho. Tomar café da manhã com as princesas é algo que eu curto (e farei!), mas que amiga minha aceitaria pagar 40 dólares por isso? Por outro lado, Animal Kingdom pra mim é totalmente zzz, enquanto outras pessoas amam móito. Faz sentido pagar milhões pra viajar e fazer algo que você nem é muito a fins?

Quinze dias na Disney e em outlets, livre para fazer os meus horários, os meus programas e entrar apenas nas lojas que me interessam. E, perfeição: quando eu voltar para casa com malas abarrotadas, meu amor estará feliz e bronzeadinho, me esperando na nossa casinha linda, para ver minhas fotos ridonculas e ouvir as histórias bizarras que eu certamente contarei.

Porque alguém tem alguma dúvida de que haverá histórias bizarras? Eu, loaded e à solta na Disney. Medo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ch-ch-changes

Aqui na empresa, como em muitas empresas, tem um processo de avaliação do empregado. Acho justo, acho honesto, acho bacana. Mas (sempre tem um mas), um dos itens me deixou meio que com a pulga atrás da orelha.

Logicamente, é um item em que eu não fui bem. Os que eu fui bem, nem me lembro - é assim que a gente funciona, né? Foca no que tem de ruim e esquece que, sei lá, teve a melhor avaliação da turma no quesito organização (que, em se tratando de uma turma de jornalistas, é uma habilidade rara).

Basicamente, tive uma má avaliação em relação à minha "habilidade para lidar com mudanças".

De fato, eu não gosto de mudanças. Desculpa aí, se eu estou acostumada com o meu computador, a minha resolução de tela, o meu teclado, a forma como as minhas coisas estão dispostas na mesa e os meus arquivos estão nas pastinhas. Desculpa aí, se eu não curto quando me organizo para fazer as coisas de um jeito e as pessoas mudam de última hora sem motivo aparente. Desculpa. É mais forte que eu. E é foda porque, por mais que eu tente, não sei se um dia vai rolar de eu aumentar minha nota nesse quesito. Existe treinamento para "aceitação de mudanças"?

Se existisse, eu até estava dentro. Leia alguns posts do blog caso você tenha alguma dúvida da minha vontade de ser uma pessoa melhor. A minha terapeuta mesmo disse que ela nunca teve uma paciente tão esforçada. Eu tomo banho gelado todo dia para "esfriar a cabeça", gente, mesmo que esteja -2°C lá fora. Eu parei de tomar Coca-cola. Se me disserem que comer cocô ajuda a ser mais paciente, cara, capaz que eu coma.

Mas honestamente, a minha dificuldade em lidar com mudanças faz de mim uma pessoa pior? Vejam bem: não é que eu não aceite mudança. Hoje, por exemplo, deixei meu monitorzinho básico e meu teclado velhaco pelo computador novo com dois monitores do meu colega para fazer o jornal aqui. Mudei minha rotina, minha mesa, minha cadeira, meu computador e tamos aí, trabalhando numa buena. Então, eu aceito mudança. Mas não é algo que me deixe exatamente feliz.

Voltando: isso faz de mim uma pessoa pior? Uma profissional pior? Gente, meu grande trunfo é a organização; vocês conhecem alguém organizado que curta mudança? Meio paradoxal. Pessoas organizadas curtem rotinas. Eu curto. E nem por isso deixo de trabalhar direitinho quando alguma coisa muda. Posso ficar de bico, posso choramingar; mas em nenhum momento deixo de fazer, sabe?

Aí fico pensando até que ponto essas avaliações empresariais em geral são justas. A que eles fazem aqui é bem legal, várias pessoas respondem e, ora bolas, os pontos avaliados são resultados de pesquisas e de opiniões de especialistas. Mas coisas como essa, que fazem parte da personalidade da gente e que não fazem mal para ninguém, tem como mudar? E é o tipo de coisa tão relevante assim que poderia me prejudicar?

Dúvidas, dúvidas.

Só mesmo uma gaveta bem arrumadinha para me tranquilizar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Como não aumentar a autoestima em uma lição

Tem uma coisa engraçada sobre os meus avós maternos que eu demorei muito para entender, mas depois que entendi, nossa, parece que grande parte dos meus traumas de infância evaporaram. Vou compartilhar porque depois que compreendi esse comportamento comecei a observar que ele é mais comum do que eu pensava - e é sempre uma merda.

Situação:

"- Vó, passei no vestibular!
- Ai que booom, Nina! (abraço, etc.) Sabe quem também passou? A Fulana!"

"- Nossa, Nina, como você emagreceu!
- Ah, obrigada, vô, eu estava fazendo regime...
- A sua prima também está bem magra, mas ela não faz nada..."

"- A Nina viajou para São Paulo ontem e...
- Ah, sabe onde o M. está? Lá em Minas Gerais!"

Deu pra sacar, né? Eles até curtem a sua felicidade, mas, MAS sempre tem alguém que fez melhor, mais ou foi mais longe. Como isso enchia o saco, minha nossa. A impressão que dava era que eles não estavam nem aí pra mim, que tudo que os outros faziam era melhor.

Foi aí que, conversando com a minha prima, eu descobri que eles fazem a mesma coisa com ela.

Assim:

"- Vó, vou viajar com o L. para a Argentina!
- Ah, que legal! E sabia que a Nina foi pra São Paulo?"

Entendem? Na verdade, eles não estão querendo menosprezar ninguém e nem comparar. Essa é apenas a forma de dar continuidade à conversa.

Depois eu tenho problemas pra me relacionar com as pessoas e não entendo por quê. Tá no sangue, gente. San-gue.

~~Propaganda sem-vergonha~~

Alô você, visite meu blog-brechó e me ajude a ganhar uma graninha: http://brechozenho.blogspot.com. Kthanksbye.