quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Só pra constar

Eu sou tão casca-grossa, mas tão casca-grossa, que quando fico estressada aparecem espinhas no meu couro cabeludo. Uma forma do meu corpo dizer "não, não me faça cafuné, eu sou forte e fodona".

Mentira, claro.



O problema é exatamente esse, eu sou que nem aqueles docinhos de leite que são duros por fora e meleca por dentro. Eu sofro horrores e só queria um bocadinho de amor, mas aí todo mundo me olha e pensa "uau, ela é super foda e bem resolvida, nem precisa de ninguém", daí eu me dou mal.

***

'Cês lembram do vestido de bolinhas? Saiu na última Capricho. Hahaha, wtf, eu tenho quase 26 anos e uso vestidos que aparecem na Capricho. É, gente, mais de um, tem um xadrez que já apareceu também. (Disfarça.)

***

Eu estou colando numa das paredes do meu quarto várias dessas frases como essa aí de cima, tipo um "mosaico autoajuda". Sabe que tá ficando bacaninha? Qualquer dia tiro foto e coloco aqui. E vou dizer que ajuda, a cada dia eu leio uma frase, mentalizo e, bom, mal não faz, né?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

With a smile and a song

Eu tinha feito cinco promessas no começo do ano, mas lembro só de quatro:

1. Arrumar uma casa pra morar. Ok.

2. Parar de tomar remédios. Ok

3. Escrever mais. Ok.

Começo de novembro, resolvi ir atrás do único que faltava. E foi assim que hoje fui à minha primeira aula de canto. Curtinha, experimental, mas fui, encalorada e cheia de coragem.

Fiz uns lalalas, trrrrululus, uómomos e cantei What a wonderful world e Eu sei que vou te amar.

É claro que meu professor não chorou emocionado porque um talento tinha sido descoberto, a nova voz da MPB despertando naquela salinha, mas ele disse que eu tenho muito fôlego e que minha voz é aveludada. Quando eu não sou fanha, claro, porque dependendo da nota eu viro a própria The Nanny.

Quem chorou fui eu, quando cheguei no carro. Ria e chorava, chorava e ria que nem boba. Cara, eu estava muito feliz.

Eu não quero cantar pra ser famosa, pra cantar em barzinho. Sério mesmo, não tenho essa pretensão, morro de vergonha. Quero cantar pra mim. Quero cantar a plenos pulmões junto com as músicas que eu gosto e sentir orgulho de mim por isso.

Essa aula de canto é a primeira coisa que eu faço por mim há muito tempo. Eu já fiz inglês, alemão, francês, italiano, latim; jornalismo, pós, letras; já comprei casa, carro, já escrevi livros, já troquei de emprego, já arranjei namorado, já fiz tudo. Mas essa aula de canto, essa mísera horinha semanal, é a primeira coisa que eu sinto que faço por mim, apenas para me fazer feliz, e não com algum motivo por trás ou para suprir alguma necessidade ou colocar no currículo ou aplacar algum medo ou agradar à sociedade nem a ninguém.

A aula de canto é só minha. É só minha e eu a faço apenas para me fazer feliz.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Manualzinho anticópias para jornalistas

Até entendo jornalista que copia coisas da internet. Às vezes te pautaram mal, o entrevistado é ruim, você não entende nada do assunto, o prazo é curto demais, o gravador quebrou e você não estava prestando atenção na hora da entrevista... as desculpas se alongam ad infinitum. E a internet está ali, à sua disposição, cheia de informações para você usar na sua matéria.

Explica, mas não justifica. Jornalista que copia ganha mil anos de pauta fria (coisa linda, criei um ditado). Se o seu trabalho é escrever e ao invés de escrever você copia o que outros já escreveram, então você não sabe fazer absolutamente nada, né? Pesquisar é uma coisa, copiar é outra. A diferença nem é tão tênue assim.

Então, amiguinho, quando você estiver numa das situações acima, ou em qualquer outra que te dê vontade de copiar, faça o seguinte:

1. Entre no Google e pesquise termos importantes da matéria.

2. Clique apenas em sites confiáveis, peloamordedeus. Se conseguir achar artigos científicos ou reportagens de veículos conceituados da área, melhor. Bom-senso é a regra.

3. Pegue um lápis ou uma caneta e ANOTE NUM PAPEL coisas que achar importantes ou interessantes. Anote tópicos, palavras, conceitos - não frases inteiras! Essa é a parte mais importante: se você abrir um documento do word para colar os trechos que achar legais, vai acabar copiando.

4. Depois que tiver anotado informações suficientes, SAIA DA INTERNET. Tome um café, pense em outra coisa.

5. Volte para o computador e abra um arquivo word novinho.

6. Pense.

7. Comece a escrever.

Tudo bem que blog não é fonte confiável, mas acho que com essa diquinha todo mundo vai escrever coisas melhores e mais criativas. E eu não vou mais precisar ser a chata maldita que dedura jornalista que copia texto de site (acreditem, me acontece com uma frequência muito maior do que eu gostaria).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Paz, amor e o Lulinha

No primeiro post desse blog eu escrevi alguma coisa do tipo "sou burra, inculta e não tenho opinião formada". Isso continua sendo verdade, mas o Peter definiu de uma forma muito melhor: "ineficiente, ingênua e simplista". Ele não estava falando DE MIM, porque parece ser muito cavalheiro e elegante, mas eu me identifiquei.

As pessoas me explicaram muitas coisas bacanas nos comentários. Eu continuo não gostando do Lula, mas gente, olhem pra mim: eu voto em pessoas e não em partidos. Eu não sei o nome de quase nenhum ministro. Eu sou a primeira a bradar que "não gosto de política", e sim, eu sei que isso é medíocre e desprezível. Foi o Brecht que disse que o pior tipo de ignorante é o ignorante político. Eu concordo com ele, mas sou ignorante. Paciência. Digamos que eu me contente em saber quem foi o Brecht, conhecer um pouco da obra dele e saber que foi ele quem disse isso.

Enfim, o Peter disse que a gente tem que saber o que atacar. Eu não sei exatamente o que é isso que eu deveria atacar, mas juro que vou pensar a respeito; realmente, odiar o Lula é muito chato, muito clichê, muito Diogo Mainardi. É que a gente tem que focar: não dá pra sair por aí odiando toooodo mundo, e o cara é presidente, tá aí pra servir o povo, então que sirva pra eu focar meu ódio.

Que, como eu comentei, já passou! Nove horas de sono e meus problemas acabaram. Hoje eu amo todo mundo. Acho que eu odeio o horário de verão, é isso.

ENFIM.

Fiquei bem feliz com esses comentários, juro. As pessoas me criticaram e eu nem chorei. Uns dois anos atrás, nossa, eu estaria malzona. Eu achava que tinha que saber de tudo, que tinha que estar certa, que falar coisas coerentes e cheias de significados. Como eu tinha fama de "inteligente", achava que nunca podia errar ou não saber de alguma coisa.

Pra vocês verem, eu era muito burra. 

Hoje, não. Ok, eu não entendo de política. Não, não vi esse filme. Não, nunca li esse livro. Não, não fiquei sabendo dessa notícia. Não sei, não vi, não conheço. Mas vou atrás. Com parcimônia, né? Porque eu nunca vou saber de tudo mesmo, então não vou perder tempo querendo entender coisas que, no fundo, não me interessam.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Adendum

Opa! Passou.

Desculpa a irritação. É que sério, faz uma semana que eu durmo 5 horas por noite e gente, eu preciso dormiiiiir.

Então dormi uma horinha e opa! Já estou aqui de volta, pimpona e pensando que eu tenho que agradecer por tudo que eu tenho, que eu sou uma privilegiada, blablabla whiskas sachê. Tá bom, mãe.

Mas que essa reforma tributária podia sair, ah, podia...

Odeio muito tudo isso

Tem uma coisa boa em mim: eu não sou rancorosa. Não odeio ninguém a longo prazo: seis meses e eu nem lembro mais porque um dia detestei a pessoa. E quando você não lembra o motivo do seu ódio, ele não permanece. Pelo menos não em mim.

Só consigo me lembrar de uma pessoa que eu odeio mesmo, que eu negaria comida se viesse pedir na minha porta, que é uma guria que estudou comigo na faculdade. De resto, gente... I really don't give a damn. Perdoo fácil, se a pessoa chega dizendo alguma coisa bacana eu viro amiga de volta, etc.

Que fique claro: não quer dizer que eu gosto de todo mundo. Só que eu não guardo mágoa.

O que eu odeio mesmo são instituições. Eu odeio a Caixa Econômica. Odeio a Receita Federal. Odeio o Lula. Odeio muito. Ele é uma instituição? Não sei. Mas ele personifica tudo que faz da minha vida uma merda. Porque sério, é muito difícil ser jovem nesse país. E não vou falar aqui da questão da educação sem-vergonha que todos nós recebemos, do quanto é difícil encontrar uma pessoa legal e tal; vou falar é de grana.

Nos últimos dias eu tenho lido em vários blogs pessoas reclamando que trabalham muito e ganham pouco. Virou tendência, acho. As minhas costas viraram um C, de tanto tempo que eu fico sentada; tem um miniderrame no meu olho direto há duas semanas que não dá sinais de sarar; e isso é tudo porque eu tenho que trabalhar 15 horas por dia, todos os dias, para ter uma vida minimamente decente.

E sabe por quê? Porque eu tenho que pagar um terço do que eu ganho para um governo lixo que não faz absolutamente nada por mim. E nem por ninguém. Eu tenho que ver um dinheiro tão difícil de ganhar sendo desperdiçado em impostos ridículos, que são utilizados pra pagar um bando de porcos babacas em Brasília. A empresa em que eu trabalho não pode me pagar mais, porque afinal, eu já custo caro pra eles; custo o dobro do que realmente ganho. Impostos. E daí, se vc quer comprar uma casa pra morar, o governo te sacaneia um bocado e mais um pouco, daí você fica devendo pro banco, e o banco te cobra um monte de juros, porque afinal, ele é um banco.

Parei. Respirei. É que é sério, gente, me dá uma vontade de chorar. O que é que eu vou fazer, sabe? As contas. Elas não param. E vocês podem dizer, "ah, mas você comprou o vestido". Gente. Faz oito meses que eu não compro nenhum livro. Que não vou ao cinema. Que não compro nada, roupa nenhuma. Eu só trabalho pra pagar conta.

Que vida de merda. Que país de merda.

E o triste é que é uma reclamação que cai no limbo. Não é como se o senhor presidente fosse me ouvir e fazer alguma coisa que preste e baixar essas merdas desses impostos e essas merdas desses juros do financiamento da casa própria. Claro que não. Ele tem um bando de abutres pra alimentar e uma gloriosa Olimpíada pra organizar.

Vai à p*ta que te pariu, Lula.

Desculpem os palavrões.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nhom!

Ah, gente, muito obrigada pelos votos. Vocês são todo o amor que tem no mundo.

Achei o máximo que os meninos votaram no verde e as meninas no de bolinhas. E honestamente acho que a foto não fez jus ao azul, ele é bem bonito mesmo.

Enfim.

Fui na Saad no domingo, um dia antes do desfile, pra agradecer pelo convite. E experimentar alguma coisa, prestigiar e tal. Tudo me serviu tão bem. Tudo era tão lindo. Que eu acabei tendo que comprar um vestido pra usar. Foi pressão demais. Espero não decepcioná-los!



Eu, minha amiga loira e a mãe dela

Muitas pessoas elogiaram - inclusive a dona da Saad, me senti muito fina - e esse vestido me deixa absurdamente magra. E muito acinturada. Se eu arranjar uma foto de corpo inteiro, juro que coloco pra vocês verem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Decadence avec elegance

Há uns dois ou três anos, quando eu era "rica" (ganhava razoavelmente bem e podia torrar sem pensar, pq morava com os meus pais), eu comprava muitas roupas. E sempre de marcas simpáticas: Maria Filó, Patachou, Zara, Le Lis Blanc, Doc Dog, Cavalera, Guess... essas coisinhas. Não me arrependo: essas roupas boas duram até hoje, e com certeza se eu tivesse torrado tudo em milhares de roupinhas meia-boca da C&A estaria bem ferradinha (não que eu não compre na C&A, é claro; tudo é válido, amor no coração, etc.).

Bom. Tinha uma vendedora na Maria Filó que me adorava, sempre me atendia e eu comprava bastante coisa com ela. Ela se chama Lígia, e é realmente um doce, muito querida, simpática e honesta. Não é daquelas que te diz "Tá linda, amiiiigaaa!!" quando você está parecendo um pote de iogurte.

A Lígia hoje é gerente da loja da Saad daqui de Curitiba. E ela continua gostando muito de mim: sempre me liga para me contar os lançamentos, me convida para as festas da loja, me serve champanhe mesmo que só o que eu tenha podido comprar na loja tenha sido um blush de R$ 60. Ela fica triste porque eu nunca vou lá, mas não é que eu não goste da loja: eu tenho é vergonha mesmo. Só de entrar lá eu me sinto feia e pobre. Porque na Saad as roupas são bem mais caras do que eu posso pagar. Mas beeeeem mais caras, e não é porque eu estou "meio" mal de grana; são caras até para a Fabiane que comprava casaquinhos de trezentos reais.

Mesmo eu não aparecendo muito, a Lígia, que como eu falei, é um bombom de querida, me mandou um convite para assistir ao desfile da Saad no Crystal Fashion, a versão provinciana (curitibana) do SPFW. Primeira fila, centro. "E ela disse que vai mandar o fotógrafo da Caras fotografar a gente!!!", me contou a Sabrina, muito animada.

Acontece que a Sabrina, a minha amiga loira, tem dinheiro pra comprar na Saad. E comprar muito. Ela tem muitas roupas para escolher para aparecer na Caras. Eu não tenho, gente. Aí, eu tenho 3 opções, né?

1) Não ir.
2) Ir com um dos meus vestidos remanescentes dos bons tempos.
3) Go. With Visa.

Até procurei em umas lojinhas virtuais alguma coisa barata e bonita, mas não encontrei nada OHQUESENSACIONAL. Amanhã vou até o shopping ver se consigo alguma pechincha. Mas a opção 2 ainda é minha preferida.

E é aqui que entram vocês, meus queridos amigos, você, um dos 3 ou 4 leitores desse blog. Eu sei que vocês existem. E só preciso que vocês me ajudem a decidir se um dos seguintes vestidos é viável de ser utilizado para uma possível aparição na Caras. Se todos forem uó, podem dizer também.

Só um cliquezinho nos comentários e o nome do vestido que mais gostaram. Por favor, não custa nada, vai? Aquela ajudinha amiga?

Ah, eu sou meio gorducha, não reparem. Cliquem nas fotos para ver maior!


Bolinhas
De todos, acho que é o mais "minha cara". Será usado com um saltão vermelho. É bem rodado, meio balonê... Marca desconhecida. Hehe.


Amarelo
Nunca usei. Acho que não é muito meu estilo, mas é de um tecido bem levinho, acho que está razoavelmente na moda? Sei lá.


Azul
Acho que é o mais chiquezinho de todos. O tecido tem brilho e em cima é transparente. É de uma marca chamada Vitamina, que tem loja no shopping Morumbi. Segundo a vendedora que me vendeu, a Cris Barros do Hoje em Dia já usou esse vestido no programa. Não sei se isso é bom ou ruim, mas fica aí a informação.


Roxo
Ele parece azul, mas na verdade é roxo escuro. É da Renner, hahaha. Adoro a ironia de assistir a um desfile da Saad usando Renner. Tem babados, botõezinhos, mangas fofas e um laço na cintura. E um decotão.


Verde
Eu nem gosto muito, mas as pessoas dizem que eu fico bonita com ele. Tem as mangas fofas e é o mais curto de todos. Ah! É da Maria Filó. Provavelmente foi a Lígia quem me vendeu. Hehe.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A trapalhona e o feriado frustrado

Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que eu vou morrer rindo.

Sim, porque dizem por aí que antes de morrermos, a vida passa diante dos nossos olhos, como um filme. E a minha definitivamente é uma comédia.

Tipo hoje, que é feriado, dia de descansar, relaxar e ser feliz, e eu acordei com a cozinha alagada. E a casa imunda, já que as gatas fizeram o favor de me proporcionar o mix "caixinha de areia + água + vamos andar pela casa inteira e pelo sofá".

E daí eu fui almoçar na minha avó e ganhei um supermegablastermixer-triturador-cortador-ralador-descascador de presente de dia das crianças (do qual eu gostei muito, por sinal). Com o seguinte comentário: "Ninguém conseguiu montar, mas como vc é inteligente, pode ficar com ele."

Então é isso, feliz dia das crianças pra vocês, que eu vou ali secar a cozinha com todas as minhas toalhas de banho.


Eu e a minha prima, Flávia, em 1984 (acho). Eu sou a mais cabeçuda :)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama

Se no primeiro ano de governo o cara já ganha o Nobel da Paz, que mais que ele tem pra fazer agora? Ganhar o Oscar?

E assim, já imaginou se no ano que vem ele resolve declarar guerra conta algum país? Seria tão divertido.